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Vitor Brecheret (15 de dezembro de 1894 - 18 de dezembro de 1955)
foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais
importantes do país. É responsável pela introdução do modernismo
na escultura brasileira. Sua figura ficou marcada pela boina que
costumava vestir, ressaltando uma imagem tradicional do "artista"
.
Nascido Vittorio Brecheret, filho de Augusto Brecheret e
Paolina Nanni, no pequeno município de Farnese (província de
Viterbo, Itália), emigrou para o Brasil no inicio da infância
com a família do tio materno Enrico Nanni. No Brasil, tornou-se
Victor Brecheret e já com mais de trinta anos de idade recorreu
à Justiça para inscrever seu registro de nascimento tardiamente
no Registro Civil do Jardim América (município de São Paulo).
Assim Brecheret consolidava a sua nacionalidade brasileira,
embora tivesse nascido na Itália. Este tipo de "regularização"
era muito comum entre imigrantes italianos na primeira metade
do século XX no Brasil. Ainda menino frequentou as aulas de
entalhe em gesso e mármore do Liceu de Artes e Ofícios de São
Paulo, onde mais tarde viria a utilizar o atelier e seus
aprendizes para moldar suas obras. Amadureceu estudando na
Europa, onde entrou em contato com as vanguardas artísticas
que ocorriam nas décadas de 1910 e 20. Trabalhou com o escultor
italiano Arturo Dazzi, sendo influenciado pela estética de
pós-impressionistas como Ivan Mestrovic, húngaro, e os
franceses Auguste Rodin e Émile-Antoine Bourdelle.
Liga-se a Di Cavalcanti, Mário de Andrade , Oswald de Andrade e
Menotti del Picchia quando volta ao Brasil e com eles participa
da introdução do pensamento vanguardista no Brasil.Participa da
Semana de Arte Moderna de 1922, expondo 20 esculturas no saguão
e nos corredores do Teatro Municipal de São Paulo. A partir daí
mantém paralelamente uma carreira na Europa e em seu país. Expõe
no Salão dos independentes de Paris e funda a Sociedade Pró Arte
Moderna. Em 1920 ganha um concurso internacional de maquetes
para a construção de uma grande escultura em São Paulo (o futuro
Monumento às Bandeiras). Em 1923 o governo do Estado de São
Paulo encomenda-lhe a execução do Monumento às Bandeiras,
projeto ao qual Brecheret virá a se dedicar nos próximos 20
anos. Em 1951, é premiado como o melhor escultor nacional na
1ª Bienal de São Paulo.
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Obras
Quando estudante do Liceu de
Artes e Ofícios de São Paulo, Brecheret é essencialmente
um artesão, executando obras de teor clássico e romântico.
Na Europa, inicia uma produção similar a de
pós-impressionistas. Ao entrar em contato com as
vanguardas em curso, é autor de uma obra que tange
o construtivismo, o expressionismo e o cubismo, mas
nunca chegará à abstração pura. Em sua fase mais madura,
Victor procura realizar experimentos estéticos que
liguem a escultura vernácular indígena brasileira com
as experiências que desenvolveu na Europa.Em sua
produção destacam-se : Ídolo (1921), Fauno (1924),
Depois do Banho (1945) e O Índio e Sasuapara (1951).
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