A bruxaria moderna está lutando por seus direitos e pela mudança da imagem dos seus seguidores, confiante na aberta de consciência favorecida pelo movimento da Nova Era.
Os praticantes da "arte" acreditam que já é tempo de começar a eliminar os preconceitos seculares e s discriminações perpetuadas por ignorância e incompreensão. Isso se torna mais urgente quando ocorrências criminosas acabam envolvendo o nome da bruxaria, que no Brasil poderá ser legalizada, seguindo a experiência dos Estados Unidos e da Europa.
" Fizemos contato, via internet, com uma associação pagã européia para troca de informações, e buscamos uma postura unificada das bruxas e bruxos brasileiros para regulamentar a religião wicca no Pais" Diz a sacerdotisa Denise De Santi. Ela dirige um coven (grupo de bruxas) em São Paulo, onde se relaciona com outros dez grupos do gênero, alem de promover palestras e reuniões de estudo sobre o assunto.
O termo " wicca" deriva de witch "bruxa" e tem a vantagem de ser melhor aceito pelo leigo. Mas não são poucas as mulheres que se orgulham de ser chamadas de bruxas, e Denise é uma delas. Sua atitude é outra forma de mudar mentalidades, demostrando com naturalidade e sem receios a sua verdadeira condição.
Os wicanianos representam uma religião pré-cristã, pagã e profundamente identificada com a natureza, que não faz sacrifícios nem tem a finalidade de disseminar o mal, muito menos acredita na existência do demônio ou realiza cultos satânico. Ao se rastrear as origens do termo bruxa, encontra-se a palavra latina pluscios (plus= mais; cios= saber), denominando "pessoa que sabe muito". E se "a verdade sempre teve inimigos", é natural que saber mais do que o aceito e estabelecido sempre resultou em problemas à ordem comum, principalmente a religiosa.
Matéria extraída da revista Planeta, setembro de 1997. Enviada por Ícaro.(RJ)
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