Noxius Fraction
Por Thina Curtis
Uma das bandas mais autenticas do EBM nacional, nascida em Santo André (SP) em 1995 e mais
ativa do que nunca. Para os leitores do Spell Work, um pouco sobre este projeto que é mais do
que uma banda, é um registro histórico da nossa cena EBM. Com vocês, a mente por trás do
Noxius Fraction, Patrick Olivier, ou simplesmente Gordola!
Spell Work - Como o Noxius Fraction começou?
Gordola - Eu era DJ e comecei a me interessar não só por discotecar, mas por tocar também. Montei um projeto que se chamava Espasmo, várias pessoas me deram uma força na época. No início tudo era mais difícil e restrito.
SW - Quais as suas influências?
Gordola - Grendel, Suicide Commando, Klinik, Vomito Negro, Amduscia, coisas do dia-a-dia etc.
SW - Que mensagem você passa em suas letras?
Gordola - Costumo citar o racismo, a hipocrisia, causas sociais, religião... Acredito que as pessoas hoje em dia deixaram de se respeitar, perderam os princípios e a fé.
SW - Que mensagem você passa em suas letras?
Gordola - Costumo citar o racismo, a hipocrisia, causas sociais, religião... Acredito que as pessoas hoje em dia deixaram de se respeitar, perderam os princípios e a fé.
SW - Fale sobre os acontecimentos que marcaram o Noxius Fraction.
Gordola - Bom, abri para o P.P.? e para o Absurd Minds, abri para o Das Ich em Santo André (entrevista cedida em Novembro)... Lancei vários CDs-demos e um álbum independente em 2000 chamado Total Carnage. Também fiz várias parcerias, entre elas estão o Reality, Cyberthreat e, recentemente, com o Aire n'terre e muitas outras virão com certeza. O EBM não pode parar!
SW - Você acha que o EBM é discriminado ao ser rotulado de violento e agressivo?
Gordola - Não acho que seja um estilo agressivo, pelo contrário, ele traz uma atitude, a música alternativa é uma cultura, é troca de energia. Quem acha isso precisa conhecer e se informar mais sobre o assunto.
SW - Você acha que o EBM é um estilo masculinizado, mais restrito aos homens?
Gordola - Eu não sei de onde veio esse preconceito, EBM a gente curte, sente, dança e pronto! E cada vez mais, mulheres aderem ao estilo. Estão surgindo cada vez mais bandas com vocal feminino.
SW - Aqui ainda há falta de espaço para eventos voltados ao estilo, como existe na Europa?
Gordola - Claro! Falta estímulo para poder até incentivar novos trabalhos, projetos e formação de um público maior. Falta interesse por parte de selos e gravadoras, investimento na qualidade e ampliação da cena, que ainda hoje é meio restrita, mas aos poucos chegaremos lá.
SW - Como é a sensação no palco, fazer shows?
Gordola - A sensação no palco é única! A troca de energia é tudo, emoção pura, você esquece todo o resto! O EBM faz parte da minha existência, não dá para viver sem.
SW - E as novidades do Noxius Fraction?
Gordola - Estou preparando um novo CD, com mais ou menos 13 faixas, e também um DVD, ambos devem sair em meados de 2007. Também estou estudando uma proposta para tocar no Peru no ano que vem.
SW - Obrigada pela entrevista. Boa sorte nos projetos e vamos aguardar seus novos trabalhos, que com certeza vão quebrar tudo! Deixe uma mensagem para os leitores e fãs e amigos.
Gordola - EBM nacional, sempre!!! Ninguém é auto-suficiente, São seus atos que a tornam uma pessoa para conviver em sociedade. Valeu pela força e pelo espaço!
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